A Lona Plástica Preta – Virgem ou Reciclada?

Neste artigo abordaremos dúvidas sobre Lona Plástica Preta Virgem ou Reciclada

A Lona Plástica Preta (clique e compre aqui) é um produto extremamente versátil pela grande quantidade de aplicações que se pode dar para o material. Trata-se do item que tem um dos menores custos por quilo dentre tudo que se encontra no mercado brasileiro. Trata-se do metro quadrado mais BARATO dentre todos os modelos de lonas, e por isso é a lona mais comum. Esse baixo custo tem uma explicação que iremos abordar ainda neste artigo. A aplicação da Lona Preta é vasta: obras de construção civil, cobertura e proteção de áreas para pinturas ou trabalhadas, forração de baldrame, embalagem, proteção contra umidade e sujeira, proteção de piso, agricultura, combate a infiltrações, proteção de barrancos, encostas e taludes contra desmoronamentos, acondicionamento de cargas, etc.

Um consumidor que utiliza esse tipo de material com frequência já deve ter se deparado com lonas plásticas de baixa qualidade. Uma dos questionamentos mais comuns que se tem relacionado à qualidade do material é tentar descobrir se o produto é VIRGEM ou RECICLADO. Para tentar entender melhor essa situação, resolvemos criar um artigo dedicado a esse questionamento, que envolve algumas variáveis importantes. Este é mais um artigo de utilidade do Blog Momento Agro do Brasil.

Lona se Compra por Quilo

Primeiramente: Na indústria o material é vendido por QUILO e não por metro linear ou metro quadrado. E esse custo por quilo da lona plástica preta RECICLADA industrializada é cerca de 50% mais barata do que a resina virgem vendido pela PETROQUÍMICA. Em outras palavras, se não houvesse reciclagem deste material, as lonas teriam o DOBRO do preço praticado atualmente. Por isso praticamente 100% do material LONA PRETA encontrado no Brasil possui resina reciclada na composição. O material virgem é muito mais caro e para aplicações básicas uma boa lona reciclada funciona bem.

Lona Reciclada pode SIM ser Excelente

Segundo ponto: Há sim diferença de qualidade entre o material virgem e reciclado. O material virgem é o expoente máximo de excelência de uma lona plástica. O PEBD virgem é distribuído pelas petroquímicas, sendo oriundo de um subproduto do petróleo. No Brasil, o maior fabricante de resina de polietileno virgem é a Braskem que concorre com importadores, e o preço é regulado de acordo com o dólar e cotação internacional, por se tratar de uma commoditie. Assim sendo, o “objetivo” do material reciclado é ser o mais próximo da do material virgem em suas características. Alguns fabricantes conseguem se aproximar muito desse padrão de qualidade.

Como um material reciclado pode ter qualidade semelhante ao de uma resina virgem? A resposta está em dois fatores muito importantes: a origem das aparas (nomenclatura utilizada pelos recicladores para o plástico adquirido para reciclagem) e o processo industrial de reciclagem em si. Aparas industriais, aquele material que sobra em determinada fábrica como rebarbas ou refugos no processo de produção é um descarte extremamente valorizado pelos recicladores.

Por se tratar de um material praticamente virgem, seu custo é elevado. Muitas vezes é um produto que não precisa de nenhum processo preparação para reciclagem. Já os resíduos classificados como pós-consumo, são aqueles materiais separados pelos catadores nas ruas ou no “lixo que não é lixo”, como ficou conhecido o material reciclável aqui em Curitiba. É um material de reciclagem mais onerosa e trabalhosa – que se não realizado de maneira adequada, pode comprometer a qualidade do produto final. Este material precisa ser bem triado (separar PEBD do PEAD do PP, por exemplo), também moído e lavado.

A Reciclagem

Na questão da reciclagem em si, basicamente o material é derretido passando através de uma rosca sem fim por um canhão. A resina é picotada, se transformando novamente em pelets (granulados) para ser utilizado novamente nas indústrias de lonas plásticas. As máquinas que fazem esse processo de reciclagem podem tanto ser rudimentares e operadas por modestas empresas “fundo de quintal”. Tais empresas produzem o “macarrão” (relativo à forma como fica o plástico derretido antes de ser picado nesse tipo de equipamento simples).

Este processo se dá muitas vezes em condições insalubres e na informalidade. No outro extremo são recicladas com equipamentos de equipamentos caros com muita tecnologia embarcada, como as maquinas da EREMA, fabricante austríaco de vanguarda quando o assunto é reciclagem.

Todo esse complexo processo de reciclagem, quando não feito de maneira adequada, compromete a qualidade final da lona plástica. Processo este que se inicia na logística reversa, triagem, moagem, lavação até a reciclagem. Impurezas de uma reciclagem mal feita permanecem impregnadas na resina e comprometem a qualidade da lona plástica. A lona plástica de baixa qualidade rasga como se fosse um papel velho, pode apresentar buracos no filme e “olhos de peixe” que são as impurezas no filme, o material deteriora rapidamente ao ser exposto no tempo.

Materiais fornecidos por bons recicladores se aproximam muito do material virgem. Porém é importante enfatizar que alguns tipos de aplicação, demandam o uso de resinas VIRGEM aditivadas na composição. Isso se dá principalmente em utilizações relacionadas ao agronegócio. Por isso os materiais especializados são mais caros do que a lona comum. Exemplo: Lona Dupla Face Preto e Branca para Silagem e Revestimento de Tanques, o Filme Mulching e o Filme Agrícola para Estufa.

Cálculo da Espessura das Lonas

Outro fator importante a ser comentado é a questão da especificação em MICRAS. O termo correto na norma culta é MICRA, porque se trata uma palavra grega plural de MICRON. Por força do uso utilizamos a expressão como é habitualmente conhecida, com um “S” no final. Pois bem, para saber a espessura REAL do material, o cálculo em micras é simples. Para facilitar a compreensão, segue exemplo abaixo:

Exemplo:

Lona Plástica 10×50 com 100 kg

100 kg / 500 m2 = 0,2

Densidade do PEBD: 0,9

= 0,2 / 0,9 = 0,22 mm

= 0,22 mm * 1000 = 220 micras.

No mercado brasileiro, por falta de regulamentação, cada fabricante divulga valores diferentes para materiais com mesma especificação. Portanto o ideal é comparar o custo por quilo de cada bobina na hora de comparar preço entre fornecedores.

Fator Preço x Qualidade

O preço por quilo é o segundo fator mais importante a ser avaliado ao se comparar dois produtos, só menos importante do que a qualidade do material. Não adianta optar por uma lona grossa sem qualidade, não vai servir. Por isso é fundamental escolher um distribuidor de confiança, que trabalhe com fabricantes de primeira linha para o barato não sair caro. Um consumidor consciente do que está comprando é um consumidor que compra melhor. Não se deixe enganar por empresas aventureiras que deturpam o mercado de Lonas Plásticas no Brasil. As fotos abaixo são produtos com problemas de uma conhecida indústria que deixamos de trabalhar por não atender nosso padrão de qualidade, mas que opera através de outros canais de venda (revendedores e também pela internet).

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